O beijo mais famoso do mundo

O beijo mais famoso do mundo não passou de abuso sexual?

Data: 14 de agosto de 1945

Local: Times Square, Nova York.

Fato: O mundo comemorava a vitória dos aliados sobre o Japão e o fim da Segunda Guerra Mundial.

Veja foto:  http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=13702469#editor/target=post

Beijo guerra

De acordo com site Feministing.com o mesmo foi forçado e não natural.

http://feministing.com/2012/10/04/iconic-kissing-sailor-photo-depicts-sexual-assault-not-romance/

Será que a linguagem corporal ajuda a desvendar o fato ou até mesmo esclarecê-lo?

Primeiro temos que levar em conta que as fotos são analisadas com cautela, pois muitas vezes não percebemos a dinâmica do fato ou até mesmo o momento em que ocorreu. Com isto, algumas observações ficam comprometidas.

A foto é mítica. Já ouvi falar que o fotógrafo pediu para repetirem a cena entre outros boatos. Nos EUA durante vários anos apareceram casais que se diziam “os verdadeiros beijoqueiros da foto”.

George Mendonsa e Greta Zimmer Friedman são o “verdadeiro casal” na foto tirada por Alfred Eisenstaedt. Não se conheciam.

O Veterans History Project, da Biblioteca do Congresso dos EUA, entrevistou Greta em 2005. Segunda ela: “Não foi minha escolha ser beijada. O cara simplesmente veio e me agarrou”.

Em termos de assédio sexual a mulher pode não reagir e isto não tira em nenhum momento o fato de ser assédio. O sujeito que passa a mão em qualquer parte da mulher sem a permissão, mesmo que ela não esboce qualquer tipo de reação, isto se configura assédio.

Outro dado importante é avaliar o contexto da época, não sei se beijo forçado era considerado assédio tal qual se conhece hoje.

Observe o entorno dela: ao que parece as pessoas que estão ao lado não consideram aquilo agressão ou um ato forçado; ao contrário, as mesmas sorriem enquanto observam o beijo. Mas também leve em conta que tudo ocorreu durante alguns segundos e elas não tiveram tempo para avaliar a dimensão do que aconteceu.

O fato é que realmente ela não reagiu ao beijo. Em termos de linguagem corporal, observe a mão esquerda dela. Estão fechadas, caso desejasse reagir de forma imediata e instintiva, a mão seria colocada de maneira a empurrar o “beijoqueiro”.

A posição do corpo dela inclinada com o pé esquerdo realizando a base e o direito na “ponta dos pés”; indica que o sistema límbico não está considerando aquilo uma agressão (isto se trata de hipótese), pois quando sentimos que estamos em perigo, a postura dos pés é de prontidão, as pernas ganham energia para que o ser humano possa reagir; lutar, fugir.

A outra hipótese em relação ao sistema límbico seria a de paralisar – que talvez seja este o caso. O certo é que ela não reagiu – mas pode ter ou não considerado aquilo agressão. Ao que parece foi tomada de surpresa.

A postura dele realmente é mais agressiva, especialmente a forma com os braços a envolvem pelo pescoço. A mão esquerda esta fechada, ou seja, tensão, necessidade de dominar o momento. A mão direita é utilizada para puxar ela para si. Há sim conotação sexual no beijo. (evidente, alguns autores consideram que em todo o beijo existe esta conotação – mas o assunto aqui não é este)

Em resumo: O ato dele é consciente, direto e impositivo, é dele a iniciativa.

Quando a ela: ao que parece, não teve nem tempo de reagir e a atitude foi de paralisação, caso tivesse vontade de beijar, sua mão esquerda certamente se aproximaria de modo a segurá-lo, mas não foi o que aconteceu. Aqui é importante notar que a foto é o “momento congelado”, antes e depois não sabemos que aconteceu.

Quanto aos depoimentos, somos obrigados a acreditar naquilo que ela disse. Contudo ao longo do tempo, as versões mudam por vários motivos, recato, vergonha, outros amores etc.

Finalizando: nunca saberemos ao certo se foi ou não assédio sexual.

O certo é que a foto será sempre um marco na história da fotografia.

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