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‘Dilma fica incomodada ao falar de Petrobras e economia’, diz consultor de linguagem corporal

Candidata à reeleição pelo PT participou de sabatina promovida pelo GLOBO

POR MICHELE MIRANDA


Dilma fecha as mãos ao responder pergunta de Miriam Leitão sobre economia – André Coelho / Agência O Globo

RIO – Durante as duas horas da sabatina promovida pelo GLOBO, ontem, Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição presidencial, sentiu-se especialmente incomodada sobre dois assuntos: economia e Petrobras. Todas as vezes que perguntada sobre os temas, era tomada de nervosismo e tensão, segundo Paulo Sérgio Camargo, autor dos livros “Linguagem corporal” (2010) e “Não minta para mim! Psicologia da mentira e linguagem corporal” (2012), ambos da Editora Summus.

— Dilma ficou insatisfeita na sabatina, principalmente quando as perguntas tratavam de economia, que é o assunto que deixa a presidente mais incomodada. Falar sobre a Petrobras também a deixa insegura, estressada. Ela aperta os lábios, fecha as mãos, agarra-se na cadeira e encolhe os ombros — analisa Camargo. — Quando fala das propostas, ela é convicta, a mão gesticula como se fosse uma faca, afirma que “sim” com a cabeça, inclina-se para frente e dá socos na cadeira. No outro, quando fala de seu atual governo, ela se desestabiliza, perde o raciocínio e o verbal não concorda com o postural.

Uma das perguntas de maior dificuldade para Dilma responder foi enviada por @LeandroMathias6, que acompanhava a sabatina via Twitter: “A senhora se orgulha de estar aliada e apoiada por Sarney, Calheiros e Collor?”, escreveu o leitor. Ela respondeu: “Respeito o Sarney. O Collor, a Justiça inocentou. Não tenho proximidade com o Maluf”.

Quando fala das propostas, Dilma se sente segura – André Coelho / Agência O Globo

— A pergunta do internauta a deixou desconfortável. Sobre Sarney, ela demonstra respeito ao baixar o tom de voz. O Collor, ela acha que é um aliado de conveniência, enquanto, no caso de Maluf, ela faz cara de nojo, o que mostra que ela o despreza — analisa, aproveitando para comentar outro assunto que a desconcertou, a religião. — Quando fala de grupos religiosos, parte da história é floreada. Ela faz clássicos gestos da mentira: gagueja, tem pigarros, passa a língua nos lábios. Ela se enrola com esse tema, não domina. Tanto que encerra o assunto evocando o Papa Francisco para mostrar sua importância por já ter encontrado com a maior autoridade da religião católica.

Quando perguntada se o preço da gasolina será reajustado, ela não é objetiva e faz comparações com a política do gás de xisto dos Estados Unidos. Segundo o especialista em linguagem corporal, isso tem uma explicação:

— Ela não está sendo totalmente verdadeira. Não dá para identificar o que vai fazer sobre isso. Ela gagueja, desfoca o olhar e mexe o corpo como se estivesse desconfortável.

Sobre os principais adversários na eleição, Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), Dilma “tem uma raiva verdadeira no tom de voz e na tensão das mandíbulas, além de afinar os lábios. É um sentimento pessoal”, comenta Camargo. Ele ainda chama a atenção para outro tema delicado para a petista: casamento gay.

— Ela se esforçou para agradar a gregos e troianos, uma posição política e não pessoal. Isso se vê pela entonação da voz e pelos gestos, que são mais contidos. E ela repete a pergunta, demonstrando que precisa de um tempo para pensar.

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